O conteúdo dos poemas aqui apresentados como:  palavras termos, intenções são originais dos autores,copiados na integra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem  Parte quer Ficar..

Quem parte quer ficar
Quem fica quer partir
Adormecer
Os olhos fechar
De terra se cobrir

Vagar por ai
Apenas sumir
Calar-se de vez
Eternamente dormir

Vestida de noite
E pele a congelar
Respira sem desejar
Este não é seu lar

Almeja seu nome em lápide
Cheia de desejo  chega a chorar

Espere q não demore
O vale há de encontrar

Alma vazia
Deitada ao luar
Não chores a toa
A Dama da Foice irá te encontrar

Ela te enche o peito
Te faz suspirar
Ouça a melodia da madrugada
Lobos a uivar

Sinta o perfume no ar
De almas que aqui estão
Não se assuste com as pobres
Somos seres da escuridão

Inofensivas elas caminham
Neste mundo dos esquecidos
Somos criaturas de preto
Somos todos seres malditos

Distante de tudo
Vagamos no mundo

 Rimas de Amor

Amor rima com dor
Doença essa cheia de encantos e fábulas
Tentações diabólicas
Tormentos
O sangue ferve

A razão desaparece   (A razão desvanece)
Pobre daquele que cai em seus braços
És tôlo servo curvando-se ao Demônio

Entregas em vão
Trocas sem valor
Aprende-se um dia que amor é dor, é castigo
Ele quer te matar  (Ele quer te ferir)
 
Agora és alma enferma
Que sonhava viver de belas rimas
Estúpida ilusão
Realidade crua de gosto amargo
 
Queda brusca ao solo podre... sujo
Calafrios... rancor
Um azedume na alma que causa náuseas
A pura desgraça
Se sente aleijado
De coração sombrio
Gélido sangue
Vázio
 Vive sem desejar
Porém sabe de que modo a enfermidade há de acabar  (... há de ter fim)
Que seja bem vindo este fim então 
Já que o amor nada mais é que o explendor do Horror.


 

Melancolia

Quero ser feliz
Só que sou assim

De alma doída
Perdida
Quero ser feliz
Mas nasci assim
Calada
Tímida
Quero ser diferente

Sorridente
Feliz
Contente
Quero ser diferente
Descolada
Burra
E não inteligente
Quero ser feliz mas não consigo
Sou de Luto
Depressivo
Amante do vinho
Quero ser feliz mas não consigo
Apaixonada pela noite sou
Sozinho sou
E triste estou
Quero ser feliz
Mas sou diferente
Será que consigo ?

Cálice Negro...

O que há de fazer ?
Diante deste sangue da vida
Tão rubro e doce
Ludibriando me o ser
Sussurrando proezas
Delitos Profanos
Deseja da Morte um beijo
O que posso fazer ?
Já que sinto esta sede tamanha
De sonhar... padeço
Quase faleço
Satisfazer esta alma de trevas
É meu humilde desejo
Já que não há como me abster de ti
Sabor dos prazeres
Ai de minhas desordens mentais
Bem vindo ao fogo Infernal
A Dama de Negro concede-te ao prazer desta dança
Venha pecar
Já que o amanhã...Poderá não chegar.

Cálice Negro ...
Prazeres..
.

Veja
Brinde
Beije
Beba
Prove
Abrace e Sinta
Entregue-se
Viva e delire
Escute
Sonhe
Carícias Famintas
Olhares
Feitiços
Instintos
Aroma de Devaneios
Delícias
Desejos
Ao vento, noite e luar
Demônios Amantes
Almas dançantes
De Carne tão leve
Tão pálida
Cálidas
Êxtase e suor
Viciantes
Insanos
Esdrúxulos
Tão Trevas
Viagem de ópio
Domínio
Prazeres
Corpos Uno

Doente...

Em seu olhar adoeci
Me encantei. Me perdi


Em medos e desejos
Lágrimas e beijos... desespero
Tentei fugir querendo me entregar
Pensei em meus sentimentos cegar
Mas foi tudo em vão.
Relutei... não agüentei
E seduzida pelo sonho
Ao precipício me lancei
Caí doente ou embriagada
Não sei ao certo a palavra
Nem sei por que estou a escrever
Sobre coisas que dominam meu ser
Feito um vício, enfermidade
Tormentos da mente e coração

Delírios alucinógenos... sedução
Nesta alma perdida que vaga em escuridão
Dominada por sombras de solidão
Desejos de gozo escondido
Pensamentos proibidos
Corpo possuído
Devaneios de delícias
Do qual acordar não desejo
Estado este que a cura não almejo
Então penso
Que permaneça em meu ser essa doença.
Estado febril... me tortura com seu corpo, sua pele
Tua boca em minha boca
Me vicie com seu jeito, sua alma, seu cheiro
Seu olhar desconcertante.
Torturas ao cair da noite
Quando ti tenho em meus braços
Sem mais razão ou noção
Do tempo, espaço ou momento
Queimando em fogo num curto tempo
Assim eu padeço em meu paraíso tão breve.
Doente e alucinada
De Juízo corroído, alma dilacerada
Coração envenenado... atordoada
Por que doente estou.
Em meu paraíso

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Delírios de Funérya


Meus olhos vêem
Um anjo mal
Jogado ao lençol
Seduzindo minha alma

Minha boca sente
Seus lábios
A saliva que ferve
O gosto do pecado

Com a força de um gárgula
me toma com prazer
seu olhar satânico
devora o meu ser

Já não há mais frio
Já ñ sou mais eu
Acabaram as regras
Restando apenas loucuras

Acorrento-me a ti
Anjo do mal
Faça-me pecar
agonizar, gemer
Rendo-me a ti

Anjo das delícias
Aprisione minha alma
Num mundo de prazer

Respiração ofegante
No breu da noite
Mentes insanas
O anjo e eu