Lascívia. Luxúria. Liberdade.
Leve-me para onde quiser ou deixe se levar por mim.
Se me permitir, contigo farei loucuras.
Não tenho signo, não tenho idade, não sou de ninguém.
Sou terra, água, ar e fogo.
Posso lhe fazer voar, cair, sonhar ou queimar.
Posso ser sua hoje, posso nem lhe conhecer amanhã.
Posso lhe lamber a boca noite dessas, posso lhe negar sorriso dia desses.
Não confie em mim. Não duvide de mim. Não se apaixone por mim.
Posso lhe querer uma noite, várias noites.
Posso não lhe amar nunca.
Sou amante: não peço nada, não espero nada.
Não me peça nada. Espere tudo de mim.
autor desconhecido
|
Anja
da Noite.Êxtase
1
.Êxtase
2 |
|
.Diana
I |
|
Anita Garden
Anjo Negro |
| Tzepesch
As Chamas do Inferno |
por Anja da Noite

Luzes se apagam,
Velas queimam em desejo
Volúpia e libido se confrontam
E se unem ardentemente
Os olhos se encontram
- é inevitável a atração
Os corpos se tocam
- e eu já não respondo mais por mim
Roupas jogadas pelo chão
E sua respiração tão forte...
Olhares famintos e provocantes
Sua pele faz meu corpo ferver
Você me toca e
eu quase não consigo respirar
Timidez e vergonha ficaram atrás da porta
Rode a chave mais uma vez,
Porque essa noite será longa demais...
Eu desvendo seus mistérios,
Te tocando onde eu sempre desejei
Eu libero meus desejos
E a minha garganta fica seca
De tanto eu gemer...
Você respira em meu ouvido
E eu me agarro em suas costas
Eu subo em seu corpo
E te sinto inteiro em mim...
Nunca me senti tão livre,
Tão solta, tão sua assim...
Você me morde suavemente
E eu quase perco o fôlego
Você me deita de bruços
E sobe em mim
Me aperta tentando oprimir seus desejos
Quando o que eu mais quero é que você me pegue com força
Beijando minha boca
E deslizando sua língua por todo o meu corpo,
Minhas unhas quase rasgam o lençol
Você abre minhas pernas
E finalmente tenho você dentro de mim
Nossos corpos se rendem ao cansaço
- todo prazer tem seu fim...
E adormecemos abraçados
Nosso tempo termina, é hora de acordar
Vestidos preparados, pra sair
Os olhos se encontram
E o coração pulsa desesperado
Eu deveria ter te jogado na cama e pedido mais![]()
Em vez de ter te deixado partir!
ÊXTASE 2
Eu sinto
seu cheiro,
Meu corpo se arrepia
Eu sinto o desejo
E perco meus sentidos...
Não há lugar pra mais nada em minha mente
- apenas tento me conter...
Cada
segundo, uma tortura
Sua respiração aquece meu corpo
E vou tentando esquecer meus instintos
As horas se passam
E meus olhos só me mostram o caminho a seguir
- e eu tento me conter...
A garganta seca, o corpo suado, queimando
Enquanto a razão ainda domina
O desejo sufoca, e nos meus sonhos, atormenta
Te sinto perto,
Mas ainda estás tão longe de mim
- é quase impossível me conter...
A madrugada se acaba
E finalmente nossos desejos tomam forma e dominam
Não há mais nada a se fazer,
Apenas se libertar de todos os medos e incertezas
Este momento demorou tanto a chegar...
- não sei mais como me conter...
Uma abraço mais forte e um suspiro:
Já tenho você em meu corpo
Sussurros e gritos presos na garganta
Ninguém pode nos ouvir
E meu corpo entre em ebulição mais uma vez
- não quero mais me conter...
A estocada final e nossos corpos se rendem
Ofegantes, suados e satisfeitos
Deitados lado a lado,
Sorrisos maliciosos e apenas um pensamento:
Isso tem que começar de novo!
- e eu nunca mais quero me conter...![]()
Anja da Noite


Nua de todos os defeitos
Vagar na noite desnuda de pudores
Despedaçar as vestes sem preconceito
Existir na vida sem fingimento
Alçar vôos de liberdade
Andar na estrada em direção ao seu abraçar
Deitar meu corpo sem reservas em seu leito
Consentir meu corpo lhe saciar
Experimentar a liberdade em seu
corpo
Sugar todo o sabor de sua boca
Experimentar de sua nudez
Deixar sua mão pousar em meu sexo
Nua em suas mãos por inteiro
Viajar em suas delicias
Flutuar em seus anseios
Unicamente nua e sem pudores
Lembrando somente de cobiçar ser sua.


de mãos macias
beija-me com calidez
lança e domina
eroticospi

tua sombra sobre minha luz
anjo negro
beijou-me
beijei-te
passiva e louca
como eu queria...
trêmulo e quente![]()
Anita Garden



Meu corpo desnudo e cigano está encantado
Pelas flâmulas da gélida estação, divagado
As chamas tórridas em mim aflora
D´um inverno grotesco sem mais demora
Afã pelo toque afortunado e feminil
Mia pele eriça
n´um doce deja vu sutil
Jazido pelo fogo interno de meu eu
Dôo-me à luxúria a qual me comprometeu
Sinto o melífluo toque dos lábios febris
Sorvendo a essência de mias entranhas sutis
Inebrio-me a cada pulsar sobre meu corpo
Dadivosa cigana, a fustigar meu eu absorto
Sem mais demora, açoita-me
Rasgue a derme velutínea desse vate
Sejas tu, mia férvida deidade
![]()
Jorres sobre mim o teu gozo
Unjas meu corpo de tua libido
Sou inteiro, seu concubino
Tzepesch

|
|
