Joel Shinalder

Sarau noite dos poetas malditos


O conteúdo dos poemas aqui apresentados como: palavras termos, intenções são originais dos autores,copiados na integra

Diáfano Desterro
Diáfano desterro do sonâmbulo espírito,
Seráficos murmúrios, sagrados da solidão e imensidão,
No calvário sombras dos mantos, de
infâmia e dor,
Os espasmos de sua alvorada;
jubilará ao som harpa e do amor.
Loura visão flébil dos astros mortos,
Verme fecunda a estéril razão, no hostiário das mórbidas vibrações,
A tragédia cósmica e oriunda, liberta o símbolo nas intenções,
Amor veste-se de morte, no busto da estatueta mórbida,
Faz sombra aos esqueletos,
amor
vence a criatura chama-se ódio.

Seráficas glândulas da morte
Oh morte!! bela
morte,
Em teus seios
virginais defloro-te
Na candura sombria
de teus vasos de alabastro,
Desfigurou-me na
vazia cruz mutilada.
Seráficas glândulas
da morte,
Habitar da
integridade da finada sorte

Nos corpúsculos da dor,
orquestras bioquímicas,
Do santo pavor, e
da exaltação da idéia.
Obscuros prótons,
mortuários íons,
Monstros aditivos
da virtude
Rubras nuvens
plasmicas,
câmaras de tortura
da misericórdia.

Casa do verme
Casa do verme,
sombrio verbo divino,
De luz infinda a
trajar nossas dores,
Nas mansões dos
loucos, encontrar o escudo da fé,
Lago dos
fracassados regozijarmos todos,
Na lamuria dos
astros divinos,
Oh sepulcro da
verdade, na sombra choro celeste,
Doa-se em negros
cálices, nas vestes do horror,
Assim acordar a
esperança, és uma dama morte,
Sofre desde
hipergêneses da duvida,
Criatura arte nos
vive, virtude escondida em nos falece-se.
Oh!! manto de
sangue de misericórdia,
Na constelação dos
esqueletos,
visitaste-nos em
dias tenebrosos de angustia
Suor dos astros
mortos, a dourar sonhos meus.

Sangria dos astros
Astros sangram como
meninos,
Nas moléculas
taciturnas, do desespero esquartejado,
No negro plasma da
memória aflita,
Voam com monges,
nas cidades internas da adoração.
Na sangria
augusta!!da hemorragia da solidão,
No cânticos da
Carvenicula monera, da paralisação da atitude.
Os espasmos
cadavéricos das divinas sombras!!, sombras...
Nebulosas
sombras!!, sombras de marfins celestes,
Sombras de carbono
e rutilância
Sangrar e sangrar
em escultura de menino.


Vales sepulcrais da saudade
Saudade em teus
beijos meu peito se defloras
As colinas dos
sepulcrais beijos teus,
Velarei a verdade
em negro berço divino
Meu coração se
desbota em lânguidas esperanças mortas
A pálida imagem
santa e nua de minhas lembranças
Agonizam
solitárias, em frigidas sensações de minhas desventuras,
Minha alma ainda
dormente do sepulcro se levanta
Acordo-me para a
vida, em minha triste mocidade me deixou.
Sou servo do suor
celeste, da sombra negra de luz infinda,
A trajar-me, em
tenebrosos acordes a escutar-me,
A pálida face, de
um idoso sombrio em ternura.
Minha face descreu
sangrenta,
Amadureci em dias
de menino, como menino torno-me velho,
Palmilhando meu
espírito, na vestal e noturna cama da morte,
Caixinha de musica,
agourando som mortuário de minha partida.
Morrer e morrer
mais uma vez, em santa paz celeste,
Não lotem meu
velório de lagrimas, encham vossos corações de afeto.
Nas profundezas de
nosso Deus regozijar
Sou apenas
esqueleto errante,
que servira-se em
banquete aos santos vermes em lousas frias
Assim chegar ao
céu como menino, em ternurosas vestes noturnas

Convulsão
Prudência uma
ânsia que desfalece-se,
No abismo dos
insensatos,
Tolerância jovem
hipocondríaca, virgem pecadora,
Trabalha no
telúrico sêmen do meretrício.
Razão esqueleto
homicida, bêbado desconsolado,
Vagas por entre
becos, decadentes de S.P
Razão tornou-se
louca, a loucura tornou-se sã,
Convulsão do
protesto, sabedoria hemorrágica,
Atua de cadeira de
rodas,
Paraplégica emoção
decadente,
Coragem entrou-se
em coma
Apatia musa e
meretriz dos doentes.


Dor dos anjos
Ai se eu pudesse
cantar sublime dor dos anjos
Em catalítico luto
colocar-me-ia em sacrifício
Em homenagem donos
destes seres majestosos
No asqueroso véu das
sombras, consumir-me-ia
Em
mortuários delírios santos,
Gotas de dor e
sangue enfeitariam meu templo pálido,
Gotas do calvário,
de amor e agonia.
Pedaços de min
gritaria cânticos agônicos
Todas as outras
entoariam a língua dos anjos

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